sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo! Feliz 2012

Mais um ano se passou, hora de encerrar, virar a pagina ensaiar o sorriso mais bonito, recompor o coração e ensiná-lo a bater novamente. Mágoas, rancores e decepções são deixados de lado na medida em que percebemos que o mundo não para pra esperar a gente acordar e decidir viver.. outro ano esta chegando e com ele mais esperança de paz, amor, alegria, fé e união. Que possamos viver mais e sorrir mais afinal a vida é curta demais para ser deixada de lado. Mais conquistas, mais amor familiar e mais amigos, mais FUTEBOL E FUTSAL na veia. Vamos desenvolver e formar crianças em humanos inteligentes e longe de todos os caminhos ruins da vida, perto do caminho do BEM. Que DEUS possa nos ABENÇOAR, ILUMINAR E TRILHAR nossos caminhos todos os anos e todos os dias.

Um grande abraço e até 2012
São os votos de CIDADE DO FUTEBOL E FUTSAL



sábado, 24 de dezembro de 2011

Mais um ano que se passou!

Boa Noite amigos,

Antes de mais nada obrigado por mais um ano que esta se passando, algumas vezes demorei a escrever, porém voces estavam aqui firmes e fortes acreditando no artigo que estaria escrito. Mesmo aquele que não segue mas passa e lê tenho minha dose de gratidão pois para mim é um incentivo a continuar. Infelizmente acabei retirando o blog da internet, por uma bobeira,  mas consegui recuperar (graças ao meu grande amigo Vagnin) em 2012 espero postar mais pelo menos  duas vezes por mês para que possa receber e compartilhar comentarios. Espero que nesse natal nos possamos renovar nossos votos e agradecer a DEUS por tudo o que ELE nos deu (familia, pelos amigos, pelo trabalho, pela saude),  acho que se não fosse ELE não estariamos aqui fazendo esse intercâmbio. No proximo ano que vira, se ELE permitir, possamos trocar mais informações, melhorar cada vez mais nosso trabalho e rever nossas ideias desse ano que passou. Repetindo só tenho a agradecer a vocês seguidores e em especial ao meu grande amigo Vagner Teixeira.
Um grande abraço a todos!
Feliz Natal e um prospero 2012!

Curso de Treinador de Futsal


Mais um grande curso de treinador de futsal da Universidade Gama Filho. Eu recomendo pois são excelentes profissionais! Participem! Ajudem a desenvolver esse esporte e a torna-lo Esporte Olimpico.


domingo, 7 de agosto de 2011

FUTSAL NA VEIA


Você que está visitando este sítio, possivelmente já jogou Futsal. Provavelmente, você conheceu um mínimo da modalidade enquanto estava na escola, e jogou futsal em aulas de Educação Física no ensino fundamental e médio. Talvez você tenha se engajado em equipes representativas da sua escola, e disputado competições intercolegiais – são dezenas, talvez centenas de competições, entre escolas do ensino oficial ou particular, algumas com nomes de patrocinadores, outras financiadas pela própria estrutura governamental – porém, todas com uma característica comum: centenas de equipes participam na modalidade, de diversas idades, de ambos os sexos.
Realmente, o Futsal é um fenômeno em nível escolar, seja dentro dos muros de cada escola, ou mesmo nas competições entre as escolas. O futsal é sempre uma das modalidades mais concorridas e disputadas. Até em jogos universitários, interfaculdades, o Futsal é sempre muito movimentado, há grande quantidade de atletas e equipes se envolvendo com a prática.
Entretanto, quando tentamos visualizar a modalidade na alta competição, na grande mídia, o Futsal esvanece, ainda são muito poucas as notícias e as informações sobre este nível da competição – é preciso ser ‘iniciado’ na modalidade, pagar canais fechados de TV, saber onde localizar na internet (e ás vezes nem aí se encontram as novidades…) – enfim, quem quer saber algo sobre o alto nível do Futsal tem que ir atrás da informação, pois esta não procura o público.
E neste ponto que, para quase todos os que conhecem, jogam ou jogaram Futsal, para professores envolvidos na educação esportiva, para técnicos e dirigentes, surge sempre a pergunta: o que faz com que o Futsal seja tão disputado entre a garotada em idade escolar, tão conhecido e praticado por estudantes desta faixa etária, mas seja quase que um “ilustre desconhecido” da população em geral? Ou, como comentou Júlio Lara, um colega professor de Educação Física, goleiro do seu time colegial de Itapetininga, no interior de São Paulo, nos seus tempos de estudante: “Por que o Futsal é popular e não é popular?”.
Na verdade, esta aparente contradição (popularidade X “não-popularidade”) acontece, pois há pouquíssima informação em relação ao alto nível da modalidade. A alta competição no Futsal existe e é organizada no Brasil, há alguns atletas, técnicos e equipes profissionais, algumas dezenas de jogadoras e jogadores participando de equipes européias com sucesso; no país, disputam-se campeonatos (ligas) estaduais e nacionais, as nossas seleções vão as importantes campeonato pelo mundo, entre outras manifestações do esporte de rendimento. Contudo, o grande público, mesmo aquele que acompanha diariamente o esporte, não consegue estar a par do que ocorre com este alto nível da modalidade.
Nos limites desta coluna, dificilmente conseguirei – nem pretendo – responder às perguntas sobre o alto nível e financiamento esportivo, o que deixo para as pessoas, sobretudo os dirigentes, envolvidos há anos com a grande competição, sem ainda conseguir dar uma solução para o problema do destaque nacional e internacional que o Futsal brasileiro poderia ter, se houvesse uma relação direta entre a grande quantidade de participantes nas escolas (a popularidade) e a competitividade e o brilho das equipes e seleções adultas.
No entanto, o que posso afirmar é que existem alguns motivos claros pela atração que a prática do Futsal exerce nas crianças e jovens em idade escolar (e o grande volume de pessoas que, como dito inicialmente, jogam e jogaram na escola, e a enorme quantidade de equipes envolvidas nas competições escolares, apenas comprova esta grande simpatia e adesão à modalidade). É que o ensino do Futsal para crianças e adolescentes é um grande meio e um instrumental poderoso para a consecução de diversos objetivos da educação física e da educação esportiva, tanto nas escolas como em clubes ou mesmo em organizações não-governamentais que utilizam o esporte como uma ponte para atingir crianças e jovens em situação de risco social, e ajudá-las a recuperarem a sua auto-estima, reconhecendo-se como pessoas, e também se transformando em cidadãos.
E o que também afirmo é que esta coluna pretende fornecer subsídios a todos que se interessarem em trabalhar com esta modalidade que, como já dito e repisado, é extremamente querida por estudantes de todo o país, por algumas razões que comento agora.
O primeiro motivo bem definido para a prática da modalidade entre crianças e jovens são os seus movimentos gerais. Driblar a bola, correr com ela, Chuta-lá a gol, num primeiro momento (isto é, sem pensar no refinamento destas habilidades) são movimentos relativamente fáceis de serem aprendidos e realizados. Desta facilidade advém uma grande motivação, o aprendiz rapidamente obtém sucesso nos primeiros contatos com as habilidades e o jogo, e isto com certeza o estimulam a prosseguir na prática.
Desta facilidade inicial, surgem muitos gols, pois é gostoso e não existem grandes dificuldades – para quem teve uma razoável formação psicomotora anterior – em dominar a bola, chutá-la e fazer gols. Quanto maior o número de gols, maior a alegria, e maior a adesão ao jogo.
Junte a isto o fato do Futsal ter um grande número de jogadores – cinco para cada time – isto é, possibilidade maior de todos participarem.
Assim, um início relativamente fácil em termos motores (a “sintonia grossa” da modalidade é aprendida sem grandes problemas), uma possibilidade de sucesso rápido, a alegria proveniente destes fatos, em conjunto com a felicidade de estar com muitos colegas (10 juntos, no mínimo), e tem-se uma reunião de fatores que favorecem a aprendizagem do futsal entre crianças e adolescentes.
Percebendo estas facilidades, os professores de educação física e educação esportiva acabam por empregar bastante a modalidade, no intuito de aprimorar habilidades e capacidades diversas de seus alunos, e concomitantemente trabalhar habilidades sociais de cooperação e rivalidade, liderança e negociação, bem como habilidades cognitivas, aprendizado de regras, localização espaço-temporal, classificação, desenvolvimento da linguagem, entre outros. Ou seja, o Futsal acaba também sendo o “favorito” de muitos professores e educadores, que o utilizam como uma ferramenta dos seus programas educativos onde quer que estejam – potencializando assim o “efeito jogar Futsal” na faixa etária escolar.
Desta forma, esta coluna, no interior deste valioso sítio, se propõe a ser um instrumental para os educadores que optaram pela atividade física e esportiva como conteúdo e meio para incrementar o processo educativo.
A área de educação esportiva no Brasil não pára de crescer. A demanda por programas esportivos de iniciação e aprofundamento é um fato inexorável. Seja nas escolas oficiais, para reunir os alunos, ou nas escolas privadas como forma de propaganda; em clubes ou escolas de esporte particulares; e, sobretudo no terceiro setor, entidades que se engajam visando atender dignamente crianças e jovens com pouco ou nenhum recurso para práticas organizadas e sadias de lazer – a realidade mostra que este campo de trabalho aumenta a cada ano, e que necessita de profissionais que entendam profundamente do processo de ensino – aprendizagem das diversas modalidades, nos seus diferentes níveis.
Após dezenas de anos como atleta de Futsal (de fato, fui um jogador medíocre, mas feliz!), como professor de crianças e adolescentes, como técnicos de times das mais variadas idades, sou testemunha viva (e vivida…) da força do esporte, e do Futsal em particular, no sentido de reunir as pessoas para uma convivência mais harmoniosa. O esporte pode, e deveria ser visto, como um dos fatores mais importantes de entrelaçamento e consolidação de relacionamentos sadios entre as pessoas, e de ampliação de laços comunitários de diversos níveis e graus. É assim em diversos países desenvolvidos, pode vir a ser no nosso.
Assim, nesta coluna, pretendo ampliar este diálogo com qualquer possível leitor – ouvir dúvidas, queixas, idéias, comentários – para, de fato, aumentar as possibilidades de atuação educativa, esportiva e social de todos que gostamos e temos compromisso com o esporte, e com o Futsal em especial. Iremos discutir novas formas de pensar a modalidade, e a partir do pensamento, jeitos diferentes de encará-la, treiná-la, ensiná-la e aprendê-la; enfim, de curti-la.


Se quiser contribuir nesta troca, aguardo suas idéias!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Treinador de Futsal - Extensão Universitaria


A Universidade Gama Filho é líder e referência nacional em realização de cursos de Futsal em Pós-graduação e na Extensão Universitária.
Em São Paulo nos dias 16, 17 e 18/07/2011 será realizado o Curso de Treinador de Futsal.
A Federação Paulista de Futsal é grande parceira da Gama Filho na realização do Curso de Treinador de Futsal.
Camisetas do Sonho Olímpico serão sorteadas e a bola oficial do curso será a Bola KAGIVA.
Venha para a Gama Filho marcar um “golaço” na sua formação profission

segunda-feira, 20 de junho de 2011

"ESTADO DE JOGO"


Bom dia,
Mais uma série de textos interessantes encontrada em sites ou blogs relacionados ao treinar do futebol/futsal. Esse texto fou publicado na UNIVERSIDADE DO FUTEBOL. Escrito por EDUARDO BARROS, descreve muitas vezes a realidade do que acontece no treinamento, eu me identifiquei muito com esse texto pois ocorre muitas vezes no meu trabalho. Leiam e vejam o quanto é importante o "ESTADO DE JOGO"!


A complexa missão de alcançar e manter a suspensão momentânea da realidade em uma partida de futebol
Numa determinada sessão de treino, é significativamente difícil ter todos os atletas focados, comprometidos, cientes dos objetivos do treino na aplicação de um determinado jogo, entendendo suas regras, compreendendo sua lógica e agindo em função do seu cumprimento.
A ação pedagógica torna-se ainda mais trabalhosa se for considerado um ambiente em que pais, mídia, diversos treinadores e os próprios atletas afirmam que os jogadores de futebol já nascem prontos e também a convivência diária com jovens promissores que, certas vezes, tomam como exemplo alguns comportamentos de atletas pouco profissionais.
Porém, como mediador de um processo de evolução do “jogar” da equipe e como agente formador (e transformador), é função do treinador extrair o melhor de cada um de seus atletas e facilitar, por meio de sua liderança, abordagem, intervenção, comportamento e didática, o acesso ao “estado de jogo”, que é um grande parâmetro de qualidade do treino para quem ensina com Jogos.
O “estado de jogo”, definido pelo Dr. Alcides Scaglia, é caracterizado pela suspensão momentânea da realidade, onde há predomínio da subjetividade em detrimento da objetividade e que o seu ambiente (contexto) irá definir o que é ou não jogo.
No plano coletivo, ao iniciar um jogo da sessão de treinamento, é objetivo do treinador que, ao soar o apito inicial, toda a equipe rapidamente alcance referida condição. No entanto, quem já utiliza o jogo como metodologia de ensino perceberá que tal objetivo nem sempre é alcançado em todos os atletas.
Nem sempre é alcançado, pois no plano individual, cada elemento (jogador) do jogo encontra-se com foco, comprometimento e nível de compreensão da atividade distintos. Equalizar estes três fatores é a missão do treinador que pode ter início a partir dos questionamentos abaixo:
É possível entrar em “estado de jogo” preocupado com problemas particulares?




É possível entrar em “estado de jogo” insatisfeito com a perda da condição de titular?




É possível entrar em “estado de jogo” o atleta que não gosta de treinar?




É possível entrar em “estado de jogo” se, minutos antes da atividade, ao invés de discutir com a equipe o comportamento para o jogo em questão, a conversa referia-se ao lazer do último final de semana?




É possível entrar em “estado de jogo” se, minutos antes da atividade, ao invés de discutir com a equipe o comportamento para o jogo em questão, o atleta fica chutando bolas para o gol?




É possível entrar em “estado de jogo” se o treino aplicado encontra-se acima da zona proximal de desenvolvimento da equipe?




É possível entrar em “estado de jogo” se o treino aplicado encontra-se abaixo da zona proximal de desenvolvimento da equipe?




É possível entrar em “estado de jogo” aplicando exatamente o mesmo treinamento por um longo período de tempo?




É possível entrar em “estado de jogo” aplicando um treino com quantidade excessiva de regras sem devida progressão complexa?




É possível manter-se em “estado de jogo” se, a todo instante, o treinador para o treino para suas abordagens?




É possível manter-se em “estado de jogo” se o treinador deixa seguir o lance em que a bola saiu do campo de jogo somente alguns centímetros, afinal a atividade “é só pra treinar”?




É possível manter-se em “estado de jogo” quando a diferença de pontos no placar fica considerável?




Para cada questionamento, existe a melhor solução a ser encontrada pelo treinador. Para equipes diferentes, soluções diferentes. Para jogadores diferentes, respostas também diferentes. Logo, a “fórmula mágica” para o acesso ao “estado de jogo” está longe de ser encontrada em livros, teses ou dissertações.
Nestas fontes, porém, podem ser encontrados os embasamentos científicos para cada ação do treinador que contribuem para atingir o mais rápido possível o “estado de jogo” e sua manutenção até o apito final. O que fazer em cada questionamento parece simples, como podem ser lidos nos exemplos abaixo:




Atletas com problemas particulares (financeiros, familiares, etc.) necessitam de abordagens para que consigam esquecer, ao menos momentaneamente, o mundo real para alcançarem o mundo do jogo.




O foco na insatisfação, e não no jogo, com certeza atrapalhará o acesso ao “estado de jogo”.




Quem não gosta de treinar (jogar) não deve ser atleta de futebol, logo, não deve fazer parte de um elenco!




No treinamento, criar procedimentos em que a concentração esteja nas atividades do dia e que quaisquer ações/conversas paralelas não cabem, é missão do treinador.




Chutar bolas para o gol quando o treino vai iniciar é uma das atividades que não cabe.




A leitura minuciosa da equipe e jogadores permitirá ao treinador a criação de jogos adequados ao nível de desenvolvimento dos mesmos.




Com a evolução da equipe, os problemas se modificam, logo, os treinos também devem se modificar.




Demorar muito tempo para compreender as regras pode comprometer o tempo de entendimento do que fazer para ganhar o jogo.




Saber quando parar o jogo é indispensável para a manutenção da suspensão da realidade.




Se a bola saiu, mesmo que alguns centímetros, ela saiu. Não estrague o jogo!




Estabelecer a cultura de não aceitar derrotas, no mais simples jogo, faz com que o “estado de jogo” termine somente no apito final.
Agora, o COMO fazer, é o desafio de cada treinador a partir da já mencionadas liderança, abordagem, intervenção, comportamento e didática.
Então, no mundo ideal, em que todos os atletas estiverem em perfeito “estado de jogo”, que é o objetivo do treinador, os problemas estarão resolvidos?
É claro que não! O “estado de jogo” só faz sentido se as devidas respostas de cada jogador para cada problema do jogo estiverem alinhadas ao modelo de jogo da equipe e a ideia de jogo do treinador.

Parabens para o Profº Eduardo Barros pelo artigo!

Obrigado e até a próxima!










terça-feira, 7 de junho de 2011

TECNICISMO NÃO ENSINA A TÉCNICA

Boa tarde!

Antes da mais nada, gostaria de deixar claro que o texto abaixo é de um grande amigo, excepcional educador fisico e muito inteligente na criação de exercicios para o futsal! O texto abaixo é do  Profº Vagner Cardoso, onde tive a opotunidade de ser parceiro de turma na pós graduação de futebol/futsal pela Universidade Gama Filho e desde lá a nossa amizade só cresceu. Fizemos alguns cursos juntos, trocamos idéias, fazemos lá nossas piadas sobre futebol e coube que nós nos tornamos grandes amigos. 
Estava lendo textos em alguns blogs na qual eu sigo e achei esse, muito interessante dizendo que a metodologia técniscista não ensina a técnica. O Profº Ênio muito inteligente que é, postou esse texto escrito pelo meu amigo e fiz questão de postar no meu blog, pois é algo que me interessa muito! Espero que esses dois grandes profissionais não fiquem chateados comigo por ter copiado e colado aqui. 
Obrigado Profº Vagner Cardoso e Profº Ênio!
Parabens pelo texto!


TECNICISMO NÃO ENSINA A TÉCNICA

VAGNER CARDOSO


Quando nos reportamos à iniciação seja de qualquer modalidade, nos reportamos para ambiente no qual se observam muitos casos de aulas baseadas nos princípios de ensino tecnicistas.Nelas, os elementos técnicos são o principal objetivo da aula, pois esse tipo de abordagem de aulas faz acreditar que execução de tarefas, já determinadas, explicadas e organizadas anteriormente pelo professor possibilitam ao aluno a assimilação daquele determinado gesto técnico, crendo que a fragmentação do jogo em elementos técnicos ensinados de maneira isolada proporciona ao aluno a aprendizagem do jogo.Explicado o que se entende sobre abordagem tecnicista, destaco àqueles adeptos dessa metodologia de trabalho que ela está errada, principalmente no que se diz respeito de sua compreensão de “o que é técnica”, ou seja, ela está equivocada em sua essência.Dentro da idéia dos jogos coletivos, Garganta (1998, p.22), apoiado em Mauss (1980), destaca que a técnica esta relacionada com “as diferentes formas de utilização do corpo com os constrangimentos impostos pelas características das respectivas modalidades desportivas”.Observando a citação à cima, deixa-se claro que técnica está associada a um constrangimento imposto pela modalidade em questão. Mas o que significa esse constrangimento citado por Garganta (1998)?Em busca dessa resposta, imaginemos a seguinte situação hipotética: um aprendiz de sapateiro que está começando a fazer seus primeiros sapatos inicia sua empreitada. Dia após dia, o ato de fazer sapatos vai possibilitando a ele desenvolver novas e melhores formas para fazer seu sapato com maior rapidez e precisão. Ele, no entanto, experimenta formas e mais formas de fazer seus sapatos e vai aos poucos apreendendo as formas mais eficientes e eficazes, pois depois de muitas formas tentadas ele tende a encontrar um melhor modo para fazer seu sapato. Após alguns anos de labuta, ele desenvolve sua própria técnica de fazer sapatos.Essa pequena história, quando levada para a idéia de ensino, pode propiciar a seguinte reflexão: “Então, para ele se tornar um bom sapateiro ele teve que repetir muitas vezes as ações, aperfeiçoando sua técnica através dessa repetição.”Esse tipo de reflexão, apesar de parecer lógica e capaz de sustentar a idéia do ensino desportivo através do tecnicismo é na realidade um grande engodo que acaba caracterizando a, por mim chamada, “miopia do tecnicismo”.Dessa forma, visando corrigir a imagem distorcida por essa “miopia”, sugiro que se reflita assim: um aprendiz de sapateiro que aprende apenas a pregar os pregos da sola do sapato, se tornará um excelente… pregador de solas de sapato. Ele não saberá, a não ser que vivencie a montagem do sapato, montar um sapato.Ensinar um aluno a jogar futebol através de treinos de finalização onde ele receba um passe, faz zigue zage, salte por um cone e chuta a bola em um determinado alvo no gol, tornará este aluno um excelente… finalizador de bolas, saltando por cima de cones visando acertar um determinado alvo no gol. Agora, um bom sapateiro só tornou-se um bom sapateiro não porque repetiu isoladamente diversas etapas da montagem dos sapatos, mas sim porque montou muitos sapatos e desenvolveu formas de solucionar os diversos problemas que esse processo lhe incumbia.Dessa forma, um aluno só poderá jogar bem o jogo se ele vivenciar as ações técnicas em atividades que simulem ou que possibilitem a ele vivenciar o contexto do jogo de futebol, a final, a técnica não deve ter contexto com o jogo?Então pra que ensinar técnicas isoladas de uma modalidade a alguém, quando se quer que seu aluno jogue bem a modalidade ensinada? Então porque ensinar um aprendiz a sapateiro apenas a pregar a sola do sapato você quer ensiná-lo a ser um sapateiro?
Sob essa nova perspectiva, torna-se possível observar os problemas interpretativos que o modelo de ensino tecnicista possui quanto ao ensino da técnica e que muitas vezes nos são escondidos por uma má interpretação de exemplos como esses.
A miopia do tecnicismo até exatamente aí? A metodologia não compreende que a única forma de a técnica ser aperfeiçoada e abordada é através de situações de jogo. Pois vivenciando essas situações é possível adquirir-se formas de responder às necessidades do jogo, através das respostas corporais adequadas ao contexto do jogo.
O tecnicismo não percebe que a técnica só existe como resposta a um problema que é apresentado no contexto do jogo, assim, ensinar pelo tecnicismo é errado!!! – afirmo novamente e com muitas exclamações – pois esse tipo de abordagem não apresenta problemas a serem resolvidos a partir de soluções táticas e através de execuções técnicas, mas apresenta aos alunos soluções que devem ser repetidas através de tarefas, ou seja, primando pela mera execução.
Conclusão: Se pensarmos que técnica está associada à resposta de problemas vivenciados e apresentados no ato de jogar, verifica-se que o tecnicismo não ensina a técnica, já que não se preocupa em oferecer problemas em suas atividades.

Grande ironia essa, não? O tecnicismo não saber ensinar a técnica do jogo!

Espero que tenham gostado e até a próxima!




quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Conceitos de Inteligencia de Jogo

Boa noite amigos,

Video sobre o conceito de inteligencia no futebol.
Muitos técnicos, dirigentes, jornalistas e os próprios atletas confundem um pouco o que seriam  jogadores inteligentes e criativos. Assistindo o video acima veremos que há uma grande diferença entre esses dois conceitos. Explicar atraves da escrita seria dificil, então resolvi colocar o video do Profº Ms. Doutor Rodrigo Leitão explicando melhor a diferença entre os dois conceitos e o que seria um jogador inteligente.
Espero que gostem!
Obrigado e até a proxima!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Fim de Parcerias

 Bom dia,



Um ótimo 2011 a todos!



Antes de mais nada estava procurando alguma atividade para ser descrita aqui no blog e por fim achei algo que tem acontecido com muitas equipes de futsal no Brasil.
O fim de grandes parcerias! Primeiro a Malwee/Jaragua veio no final do ano passado após a Taça Brasil atraves de um comunicado oficializar que encerraria suas atividades durante o ano de 2011 e quem sabe voltaria em 2012. Pediram uma "licença" para o proximo ano, pois queria evitar comparações dos outros anos para os proximos. Uma perda enorme para o futsal nacional, pois trouxeram grandes inovaçoes como estágio com Fernando Ferretti durante o inicio do ano, com inovaçoes dentro e fora da quadra e a contratação de grandes jogadores brasileiro. Conquistaram grandes títulos e atraves do tempo foram solidificando seu nome no seu cenario esportivo nacional e mundial. A equipe sai mas a marca ficara pois a Malwee/Jaragua ja se juntou a outras potencias que ficaram na historia do futsal brasileiro. Entre elas: Atlético Mineiro/Pax de Minas, Inter/Ulbra-RS, Vasco da Gama, GM/Chevrolet, Enxuta, etc. Logo em seguida sofremos com a perda da RCG/Garça que inicialmente disputava apenas competiçoes municipais e regionais. Atraves dos anos começaram a ver que poderia chegar mais longe, foi a vez então dos torneios estaduais e logo nacionais. Contrataram bons jogadores e bons técnicos que transformaram a equipe garcense em uma das boas equipes brasileiras e paulistas. Essa semana atraves do blog Futsal Brasil acabei lendo que a equipe Palmeiras/Cimentolit/Jundiai, acabou se desfazendo. Essa ja um pouco de menor expressao mas com grande nome pois estava em jogo uma equipe de "camisa" que se associou a uma grande cidade Jundiai e um bom patrocinador a Cimentolit. A pergunta que fica é, até quando teremos o fim dessas equipes? Porque não seguir a trajetória da Intelli/Orlandia? Uma equipe que ja esta a anos no mercado, com varias conquistas e fixada no futsal independente de resultados.
As empresas que aceitam montar equipes de alto rendimento precisam melhorar seus planejamentos, aceitar os resultados, fazer com que durem a longo prazo pois o futsal e outros esportes sobrevivem disso. Por outro lado tem a falta de organização do calendario brasileiro, a pouca exposição da midia, etc. A parceria com cidades e uma "camisa" de apelo forte ajudam porem como foi citado toda uma estrutura organizada facilita e muito. Assim, como toda parceria que se desfaz outras felizmente aparecem, como o Santos/Cortiana, Corinthians/São Caetano/Unip, SãoPaulo/Marilia/Construban entre outros. Portanto, temos a esperança de que essas equipes permaneçam, outras mais surjam e as desfeitas voltem pois só assim teremos um esporte massificado e olímpico.

Obrigado, até a próxima!